Avanço tecnológico permite interatividade no cinema

A indústria cinematográfica, tal como outras se transformou com o avanço tecnológico. Se até há bem pouco tempo se discutia os canais de distribuição dos filmes, com o aparecimento das plataformas de streaming, a questão atual passa mais sobre o conteúdo e roteirização e o que a tecnologia pode interferir nestes dois conceitos.

A adoção de interatividade em filmes e seriados coloca o consumidor mais próximo da trama, passando, inclusive a ter intervenção direta no desenrolar da história, escolhendo, por exemplo o final da sua série favorita.

Com as ferramentas tecnológicas capazes de construir diferentes caminhos para a mesma história, um só conteúdo passa a ter possibilidades de agradar a diferentes audiências, algo que pode acrescentar bastante valor às novas produções.

interatividade no cinema
Fonte Pixabay

O papel do consumidor na indústria

O consumidor atual tem um papel ativo, não se contentando apenas a consumir os produtos que a indústria prepara. Ele está cada vez mais informado, sabe que gosta e busca ativamente por conteúdos que o interessem, se unindo a comunidades virtuais com os mesmos gostos, discutindo intensamente sobre seus interesses.

Este papel ativo deixa claro para a indústria que é o consumidor quem determina o que quer consumir.

O fato de o avanço tecnológico permitir ao consumidor consumir o que quer quando quer coloca as empresas sob uma enorme responsabilidade na criação de conteúdos interessantes para poderem captar a atenção e serem escolhidos pelos consumidores.

Além disso, há a questão da grande variedade de oferta que requer uma constante inovação para se sobressair no mercado.

Um dos exemplos, são os filmes e seriados que no passado eram baseados numa trama definida e que agora são apresentadas de forma interativa, onde o espetador escolhe o desenrolar da história, como acontece, por exemplo no filme “Escape the Undertaker” onde existem três personagens retidas numa mansão assombrada e é o espetador que decide qual o destino destas personagens.

Esta interatividade é levada para outros setores, nomeadamente os ligados ao entretenimento, mais concretamente do jogo. Seja em plataformas de cassino online, onde jogos como o Blackjack online passam a ser disponibilizados em versões ao vivo, onde o jogador pode interagir com o croupiê, escolhendo inclusive que gênero de cenário de jogo vai querer, como nos jogos disponíveis para consoles e celulares incluídos no gênero de games de escolhas em que o jogador tem a liberdade de alterar a narrativa do jogo tornando-o mais interessante para si.

A interatividade alterou a forma como consumimos conteúdos

É bastante interessante entender como a inclusão da interatividade altera tanto um produto de diferentes nichos de mercado. Desde o cinema, aos jogos, o facto do consumidor ter um papel ativo nas escolhas de conteúdo torna tudo mais apelativo e próximo.

Esta proximidade altera a forma de consumo, pois não será possível cada espetador escolher um final diferente numa sala de cinema. Isto remete para o facto da interatividade estar mais relacionada ao consumo de conteúdos em casa atravês, por exemplo, de plataformas de streaming onde o individuo consiga por meio de escolhas entender a mensagem por detrás do filme.

Toda esta interatividade abre portas para a indústria cinematográfica, sem esquecer que além de todas as escolhas possíveis necessitarem fazer sentido, é preciso uma finalidade do porquê de um conteúdo ser interativo.

Flavio CarvalhoGestor de Projetos e Pessoas da WebGo Content. Especialista em SEO e novos Projetos. Formado em Relações Públicas (PUC/PR) e experiência de mais de 10 anos no Marketing Digital.
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