Desaparecidas: Caça ao Assassino de Long Island – Conheça a história real do documentário da Netflix
"Desaparecidas: Caça ao Assassino de Long Island" é o novo documentário no top 10 da Netflix e aqui está a história real por trás dele.
Recém-lançado, o documentário Desaparecidas: Caça ao Assassino de Long Island da Netflix mergulha em um dos casos mais complexos e perturbadores da história recente de Nova York.
A produção dirigida por Liz Garbus, cineasta indicada ao Oscar, oferece uma análise aprofundada sobre o misterioso caso do “serial killer de Long Island”.
A trama não só detalha os eventos e investigações sobre os desaparecimentos de mulheres na região de Long Island, mas também expõe falhas no processo investigativo e os desafios enfrentados pelas famílias das vítimas ao longo dos anos.
Sobre o documentário

Desaparecidas: Caça ao Assassino de Long Island traz à tona os detalhes de um caso que ficou marcado na memória de todos que acompanharam os acontecimentos em 2010.
Foi nesse ano que os restos mortais de várias mulheres foram encontrados em Gilgo Beach, Long Island, o que inicialmente parecia ser uma descoberta isolada, mas logo revelou um padrão de assassinatos de jovens trabalhadoras sexuais na área.
O que parecia ser uma série de casos desconectados logo deu lugar à descoberta de um serial killer, com o caso se tornando um dos maiores mistérios não resolvidos por mais de uma década.
Ao longo de 13 anos, a investigação sofreu diversos revezes, incluindo a resistência das autoridades locais e questões de corrupção dentro da polícia, que acabaram atrasando o progresso do caso.
Em 2023, novas forças começaram a agir para trazer à tona as falhas cometidas pela polícia e finalmente fornecer respostas àquelas famílias que passaram anos buscando justiça.
Conheça a história real por trás da produção
A história que inspirou o documentário começa com o desaparecimento de Shannan Gilbert, uma jovem que trabalhava como acompanhante e foi vista pela última vez em 2010.
Ela havia feito uma ligação de emergência para a polícia, dizendo que estava sendo perseguida por um cliente em Oak Beach, Long Island. Após sua ligação, ela desapareceu, e as autoridades inicialmente trataram seu caso como uma simples desordem.

No entanto, ao longo dos meses seguintes, outras mulheres desapareceram, e as investigações começaram a se entrelaçar.
Em dezembro de 2010, as autoridades fizeram uma descoberta alarmante: os restos mortais de Melissa Barthelemy, Megan Waterman, Amber Lynn Costello e Maureen Brainard-Barnes, todas trabalhadoras sexuais, foram encontrados ao longo de uma área isolada de Ocean Parkway, perto de Gilgo Beach.
Essas mulheres tinham algo em comum: todas estavam desaparecidas desde 2007 e 2010. Elas foram brutalmente assassinadas, com os corpos abandonados de forma semelhante, o que levou a polícia a acreditar que estavam lidando com um serial killer.
Enquanto o caso ganhava atenção nacional, o desaparecimento de Shannan Gilbert continuava sem solução, até que, em 2011, suas próprias roupas e restos mortais foram encontrados em uma área separada de Gilgo Beach.
Essa descoberta levantou suspeitas de que a morte de Gilbert também poderia estar conectada aos outros assassinatos, tornando o caso ainda mais complexo.
Por mais de uma década, a investigação esbarrou em vários obstáculos. As autoridades de Suffolk County, inicialmente responsáveis pelo caso, foram criticadas por sua abordagem falha.
A desconfiança em relação à polícia local cresceu quando se descobriu que havia um encobrimento de informações e a obstrução da colaboração com o FBI.
A corrupção interna, como a ligação do chefe de polícia James Burke com criminosos e a proteção do procurador de distrito Tom Spota, prejudicou o progresso da investigação, deixando muitas perguntas sem respostas e aumentando o sofrimento das famílias.
O documentário mostra o impacto disso nas famílias das vítimas, que nunca desistiram de encontrar respostas.
A virada no caso veio com a prisão de Rex Heuermann, um arquiteto de Manhattan.

Em 2023, após uma série de avanços na investigação, as autoridades conseguiram vincular Heuermann aos assassinatos.
A chave para sua prisão foi a descoberta de que ele usava múltiplos telefones descartáveis para se comunicar com as vítimas, além de evidências de DNA ligando-o diretamente às vítimas.
A prisão de Heuermann, no entanto, não fechou o caso, mas abriu novas possibilidades. Ele foi acusado de matar pelo menos quatro mulheres, mas investigações adicionais indicaram que ele poderia estar envolvido em outros assassinatos.
Além disso, a prisão de Heuermann levou as autoridades a reabrir casos antigos, levantando a possibilidade de que o serial killer tenha atuado por mais tempo do que se pensava inicialmente.
Até o momento, o caso continua em andamento, com novas descobertas ainda sendo feitas.