Os deslizes de roteiro de A Grande Ilusão que você pode não ter percebido

Quando falamos de séries de suspense e mistério, o espectador espera que cada cena construa um quebra-cabeça intrigante, onde todas as peças se encaixam perfeitamente no final. No entanto, em A Grande Ilusão, um dos novos sucessos da Netflix, os fãs notam que algumas peças parecem ter sido forçadas em locais equivocados.

Com deslizes de roteiro que levantam sobrancelhas, a série, que é um prato cheio para os amantes de histórias complicadas, também oferece aos detetives de plantão a oportunidade de questionar a lógica por trás das ações de alguns personagens.

Confira a seguir alguns “furos de roteiro” que acabam não fazendo tanto sentido.

A grande ilusão os furos de roteiro

Shane rastreando Maya

Começamos a nossa investigação de roteiro com a curiosidade em torno de Shane Tessier, esse amigo de longa data e ex-parceiro de guerra de Maya Stern. O cara estava tão ligado a Maya que decidiu colocar um rastreador no carro dela.

É claro, todo mundo achou isso meio estranho, mas o Shane jura que era só preocupação com a saúde mental da amiga. O criador da série, Harlan Coben, até tentou desfazer esse nó, explicando que o Shane não tinha segundas intenções. Mesmo assim, fica aquela dúvida coçando nosso senso crítico: será que essa é uma atitude normal entre amigos?

O detetive Kierce e o furo do remédio da Burkett Pharmaceutical

Agora, vamos puxar o fio da meada que envolve o detetive Sami Kierce. O homem estava no meio de uma investigação cabeluda e sofrendo uns apagões, daí estava se entupindo de medicamentos da fabricante Burkett.

Ele simplesmente não se toca que os remédios que estava tomando vinham justamente da empresa que tem tudo a ver com o caso que ele tá debruçado há tempos. O sobrenome Burkett, que estampa os frascos de medicamentos, é o mesmo da família encrencada no mistério que ele tenta resolver.

Ou seja, como ele não fez essa ligação antes?

Mais uma mancada do detetive

O mistério fica ainda mais emaranhado quando chegamos no ponto em que Sami Kierce, o mesmo detetive dos medicamentos suspeitos, solta a mão da Maya e deixa ela entrar sozinha na toca dos leões, ou melhor dizendo, na casa da sogra, Judith Burkett, na reta final da história.

Nesse ponto ele já entendeu a sujeira da empresa da família, conhece os riscos do que a Maya pode estar se metendo e mesmo assim, não manda um backup policial pra dar aquela assistência. Os escritores podem até ter achado que era uma boa chance pra Maya encarar os seus demônios, mas é uma escolha que parece mais fora de lugar que coxinha em festa de sushiman.

A Grande Ilusão tem sua dose de reviravoltas e tensões dramáticas que a gente adora, mas esses tropeços narrativos realmente foram um pouco difíceis de engolir. Parece que as decisões dos personagens vivem no limite entre a estratégia de enredo e o puro descuido. Fazer o quê? Nada é perfeito, certo?

CONFIRA Também: A Grande Ilusão da Netflix é baseada NESTE livro e você precisa conhecer os detalhes entre ele e a série

Aline ResendeFormada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura. Trabalha na área de comunicação como Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para materiais em vídeo. Pseudo-cinéfila e apaixonada por todo universo Geek.
Veja mais ›
Fechar