Uma Noite de Crime: A Fronteira, final explicado: O expurgo se tornou permanente?

Quando a franquia Uma Noite de Crime estreou em 2013, ela introduziu um conceito distópico que capturou a imaginação e os temores da audiência: por 12 horas todo ano, todos os crimes, incluindo assassinato, eram legais nos Estados Unidos. Esta premissa alarmante do filme, como é conhecido, rapidamente se tornou um sucesso, e não demorou muito para que as sequências, incluindo Uma Noite de Crime: A Fronteira, levassem os horrores desta tradição fictícia a novos níveis.

O que acontece no final de “Uma Noite de Crime: A Fronteira”

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A mais recente adição ao cânone, Uma Noite de Crime: A Fronteira, leva a história em uma direção ainda mais sombria e caótica, num cenário onde o caos e a violência se estendem para além das 12 horas infames.

Após um período de interrupção, o expurgo é reintroduzido, e com ele, uma facção extremista decide que uma noite não é suficiente, desencadeando uma série de eventos que fazem pairar a ameaça de uma violência prolongada e incessante.

À medida que a anarquia se instala e os Estados Unidos se tornam uma zona de guerra, as fronteiras com o México e o Canadá são fechadas. Em meio a essa desordem, um grupo de personagens luta pela sobrevivência. Juan, Adela, Dylan, Harper e Cassie, que está grávida, acabam fugindo para o México durante um curto intervalo que permite a travessia segura.

Esse grupo consegue encontrar refúgio em um campo de refugiados, marcando um ponto de virada pessoal e simbólico; mesmo aqueles inicialmente entusiastas com o expurgo agora clamam por segurança. É aqui que Cassie dá à luz, e o destino desse novo nascimento em terra estrangeira se intercala com o destino da nação de onde vieram.

O grupo de sobreviventes começa a ser venerado como “Sonhadores Americanos“, simbolizando esperança e resistência.

Contudo, o alívio da sobrevivência é substituído pela realidade. A América que deixaram para trás é descrita como um campo de batalha dividido entre os que buscam perpetuar o caos do expurgo e aqueles que desejam restaurar a ordem. A fronteira aberta é apenas uma anistia temporária, concluindo-se num prazo de seis horas, e, numa reviravolta cruel do destino, até esse breve momento de esperança é interrompido por um ataque violento, o que faz com que a fronteira do México feche ainda mais cedo.

O final de Uma Noite de Crime: A Fronteira não nos deixa com um final feliz ou uma resolução perfeita, mas com um suspense carregado de incertezas e os EUA queimando em chamas, com pontos de guerra e destruição por toda a parte. À medida que os créditos rolam e a mensagem “Isso Não Terminou” preenche a tela, a promessa ou ameaça de mais por vir fica implícita. A América está numa encruzilhada, com os Novos Pais Fundadores em declínio e a escuridão do conflito sem fim pairando sobre a nação.

Este fim aberto sugere que a franquia pode ter ainda mais história para contar. As ramificações de um expurgo sem fim são vastas e, sem dúvida, exploram territórios a serem desbravados pelo cinema ou televisão.

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Aline ResendeFormada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura. Trabalha na área de comunicação como Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para materiais em vídeo. Pseudo-cinéfila e apaixonada por todo universo Geek.
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